sexta-feira, agosto 22, 2008

Na serra justa


A história recriada em Valongo. De 'vallis longus' às lutas liberais, sem esquecer o minério que derramou tanto sangue pela serra. Há música, trombetas, há uma história de amor (como sempre, aliás) e uma hora de espectáculo garantido.

Fica o convite*








28.08.2008




SERRA JUSTA


Autor: Júnior Sampaio











Sinopse








Assente na história de Valongo, este espectáculo desenvolve um conceito de dramaturgia com base em factos históricos, antropológicos e na riqueza etnográfica do Conselho, em torno da descoberta e povoação do vale, dos diversos povos que por aqui passaram e dos ricos minérios aqui existentes.








Observações








Espectáculo para todas as idades
Informações e aquisição prévia de bilhetes: 22 4211565 / 96 4751300
Bilhetes Aquisição Prévia
2€ ENTREtanto AMIGO
3.5€ Público Geral
Bilhetes Adquiridos no local do Espectáculo
3€ ENTREtanto AMIGO
5€ Público Geral

Organização: ENTREtanto TEATRO e Câmara Municipal de Valongo






Elenco








Hugo Sousa, Sandra Santos e Grupos de Teatro Amador do Conselho de Valongo e alunos dos cursos orientados pelo ENTREtanto TEATRO








Local








Parque de Santa Justa





Técnica








Produção









ENTREtanto TEATRO





Produção Executiva









Amélia Carrapito e Sofia Leal





Figurinos









José Rosa





Desenho de Luaz









Wilma Moutinho





Operador de Luz









Helder Simões





Música









Monolab





Assistência de Encenação









Hugo Sousa





Texto, Encenação e Espaço Cénico









Júnior Sampaio







Outras Datas












29.08.2008 21h45



Parque de Santa Justa













30.08.2008 21h45



Parque de santa justa













31.08.2008 21h45



Parque de santa Justa











segunda-feira, agosto 18, 2008

Roteiro precisa-se!!!






De regresso fica a recordação do mar, do som das gaivotas na noite, do zurzido do motor da traineira. Ficam para trás passos de dança, ondas de caracol, fica a noite, as nuvens. Ficas tu.

De volta à rotina numa cidade despida hoje prevalecem os sonhos. Numa rua nua do movimento que se exigiria à hora de almoço, observam-se uns quantos forasteiros e algumas almas desencontradas. Não serei nenhum deles, pelo menos hoje não me sinto como algo de semelhante. Vejo-me expectante. O sol tem este estranho efeito de aclarar os cabelos (re)pintados, mas de esclarecer pouca coisa. Fica os laivos de loiro inusitados, sobram questões mais negras.

Não acredito em fugas, mas sim em novas oportunidades. Que todos temos direito ao sonho, à reivindicação, ao amor e à vida. Sentada numa esplanada à hora de almoço reflecte-se e contesta-se muita coisa. Fazem-se previsões, apontam-se caminhos. Há tanta coisa que poderia ter sido.

Hoje foi só o sol que me aqueceu o corpo. Surge-me tantas vezes o desejo da fuga, da partida. Custa-me tanto o dizer adeus.

Das férias regressa-se sempre, na vida muitas vezes passamos sem lhe sentir o cheiro. Exigem-se roteiros para viver!

P.S.: Fica a ilha da Berlenga para acompanhar

sábado, agosto 16, 2008

Rasga-me o coração descer aquelas montanhas…quem me dera não ter que partir…nunca.
Via por cima do nevoeiro os fantasmas a escorrerem pelas encostas húmidas da serra. O som de quem não se coíbe do eterno silêncio da madrugada e os passos longos calmos a lançar na estrada são de penugem e em pouco tempo se separa o mundo…depois da curva só há montes. Rodo em mim. Apenas eu e o resto do mundo que ali se veio perder. Se eu pudesse não escolher era assim que ficaria, numa estátua seca, imune a mim sempre com o olhar fixo nos eternos socalcos construídos ao acaso, perfeitos de tão expostos. Fica o sabor na boca do cheiro folhas, da carqueja, do rio, da água, das nascentes. Fica-me na pele os beijos das crianças, nas mãos as danças, na carne o sangue de viver. Fica-me a gritar o riso de quando era pequenina. Fica-me a honestidade das gentes e os abraços apertados e quentes da fraternidade.
Rumo ao porto…perdida dentro de mim a chorar como uma criança gritando que quero voltar. Quem me dera não ter que partir. Nunca mais ter que abandonar este sitio que nos escolheu.


(TOPO GIGIO) A la camita.

Saudades...
anamartafortuna

sábado, agosto 02, 2008

"- É ele que me vai levar até às florestas do Norte onde me espera o meu povo.
É longe, muito longe. Vamos voar durante longos dias. Temos de atravessar a Espanha, a França, a Alsácia eo mar. Chegou o momento de nos despedirmos."


Sophia de Mello Breyner Andresen, a floresta
Ilustração de Rebecca Dautremer