
O dia estava quente. Um calor omnipresente, sufocante, não havia gota de suor que não transportasse um travo de choro. Eram lágrimas talvez...nunca se confirmou. Ela descia a rua apertada com o desejo na face. Não é fácil viver na eminência de um qualquer desastre. Ela sabia que os saltos não ajudavam ao caminho, que o sol não vestia réstia de esperança. Só ela, o calor atroz, a vontade de chegar e um monte de pequenas histórias que resumiam uma existência quase insignificante. Só isso é quase tudo num dia assim.
A inconsistência das histórias passa precisamente pelas versões. Onde há versões há gente. Onde passa o homem, há pó, há sangue, haverá sempre feridas em aberto.
P.S.: De regresso mas sempre por perto







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